Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

Cá está uma sugestão para o António Costa!

 

 Mas reparem como ele não foi para cima do Ferrari ou do Rolls!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:11
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Em dia de eleições...

... foi isto que estive a ver. Apropriado não é?

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 16:58
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

Outras conferências também interessantes

 Para quem não se lembra há uns anos havia um programa chamado "Acontece". Era um magazine cultural que para mim pecava sempre pelo facto de anunciar eventos que acabavam no dia em que o anunciavam. Pois bem eu vou cometer o mesmo pecado e vou escrever um pouco sobre as Conferências do Estoril no ultimo dia do evento.

A ideia é de juntar grandes pensadores mundiais, com uns quantos portugueses, e debater temas de interesse global. 

Parece simples, aliás o conceito foi escrito numa frase simples, contudo estas conferências de simples não tem nada, basta olhar para o programa e percebe-se que a organização realizou um trabalho fantástico ao assegurar aqueles nomes e pelo que tenho acompanhado pelas emissões em streaming tudo está a correr extremamente bem, e recomenda-se que façam mais!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 10:45
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Sábado, 2 de Abril de 2011

8 ou 80

"Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!"
 
Eu nem preciso de dizer quem disse a frase, ou quando foi dita, porque de facto sempre foi uma descrição aceite cá no nosso cantinho. A verdade é que pretendentes para nos governar nunca faltaram, desde os espanhóis aos ingleses em tempos mais idos, e agora mais recentemente a Alemanha e o FMI. Aparentemente a chanceler Alemã começa a ter coisas com que se preocupar sem ser a economia portuguesa e o que temos que fazer, se não se começar a preocupar mais com o país dela é capaz de perder o lugar, mas isso sou eu que digo, e convenhamos o que percebo eu de política alemã? Pouco ou nada, mas aparentemente o senhor do partido dos verdes segundo os resultados eleitorais percebe um bocadinho. 
Portanto enquanto a Alemanha está entretida com disputas internas vamos ter ai o FMI à perna. E é ao ver o noticiário que podemos perceber o poder do FMI ao causar histeria colectiva através das empresas de rating - completamente independentes e q não tem nada a ver com o FMI, mas que sempre vão avisando que se Portugal não pedir ajuda internacional (apontando o FMI como única hipótese) ainda cortam mais o rating. 
E claro que gente que já de si anda assustada e revoltada com a crise, vai ficar ainda mais assustada e revoltada, o q é um tiro que poderá sair pela culatra a quem quer pedir "ajuda" ao FMI. É que, caso não tenham reparado, aqui a malta nunca reage exactamente como se estava à espera a este tipo de pressões, ainda por cima num ano em quem nem o Benfica os salva. 
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:27
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Quem te avisa teu amigo é.

Deixo aqui uma tradução improvisada deste excelente artigo do Independent:
 
"Caro Portugal, aqui é a Irelanda, Eu sei que nós não nos conhecemos muito bem, apesar de eu ter ouvido que alguns dos nossos indicadores andam em baixo convosco em recessão.
 
Eles podem andar por lá por um bocado. Seja como for, eu não quero intrometer-me mas tenho lido sobre ti nos jornais e parece-me que eu talvez possa oferecer um conselho sobre onde tu estás e o que vem ai. Como diz a nova piada, qual é a diferença entre Portugal e a Irlanda? Cinco letras e seis meses.
 
Seja como for, agora reparo que tu estás sob pressão para aceitar o resgate mas os teus políticos afirmam que estão determinados a não o aceitar. Só sobre os seus cadáveres, dizem eles. Na minha experiência isso significa quem vais ter o resgate financeiro em breve, provavelmente a um Domingo. Primeiro deixa-me dar-te uma dica sobre as nuances da língua inglesa. Dado que inglês é a tua segunda língua, podes pensar que as palavras "resgate" e "ajuda" implicam que tu vais ter ajuda dos nossos irmãos europeus para saíres das tuas dificuldades actuais. Inglês é a nossa primeira língua e era isso que nós pensávamos que resgate e ajuda significavam. Permite-me avisar-te, não só este resgate, quando for inevitavelmente forçado em ti, não te tira dos teus actuais problemas, como ainda os vai prolongar para as próximas gerações vindouras.
 
Por isto espera-se que fiques grato. Se queres ver a verdadeira definição de resgate sugiro que pegues no teu dicionário Inglês-Português e procures palavras como, moneylending [agiotagem], usury [usura], subprime mortgage [hipotecas subprime], rip-off [exploração]. Isto vai-te dar uma tradução muito mais correcta do que te vai acontecer.
 
Vejo também que nos próximos meses vais mudar de governo. Perdoa-me se eu me permiti um pequeno sorriso em relação a isso. Por favor põem uma camada nova de pintura sobre as fendas de abrandamento da tua economia. E por favor aprecia o cheiro a tinta fresca por um bocado. 
 
Nós também tivemos um novo governo e foi uma agradável diversão durante umas semanas. O que vais perceber é que o novo governo vai vir no meio de uma ligeira euforia do povo. O novo governo terá feito todo o tipo de promessas durante a campanha eleitoral sobre queimar os obrigacionistas e tudo mais e a UE vai sorrir benevolamente durante o tempo que toda essa conversa solta durar.
 
Depois, quando o vosso governo entrar, inicialmente eles vão para a Europa armar um grande espectáculo. Até podes ganhar uns quantos jogos contra o teu velho inimigo, seja ele quem for, e podes atrair visitas de dignatários estrangeiros como o Papa e isso. Vai haver uma boa vibração no ar enquanto toda a gente se refugia na ilusão durante um tempo.
 
E desfruta isso tudo enquanto puderes, Portugal. Porque a realidade vai estar à espera para se introduzir outra vez quando toda a diversão se acalmar. O lado positivo de tudo isto é que o preço de um jogo de golfe tornou-se muito competitivo por estes lados. Espero que o mesmo aconteça por ai e esperamos encontrar-vos então.
 
Amor, Irlanda."
 
P.S.: Está tudo explicado em relação ao IVA a 6% para o golfe. Afinal José Socrates só queria competir com os preços do golfe da Irlanda!
 
P.S. II: Podem usar a tradução noutros blogs desde que façam referência ao blog.
 
P.S.III: encontrei o artigo original através do blog os dias úteis do Pedro Ribeiro
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 18:37
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Foi desta.

Para quem não tem estado atento ao que se passa vou tentar fazer um resumo por pontos:
 
1) Sócrates faz um exercício de "forma" com o PEC IV - foi aqui que ficámos a saber que a diferença entre uma democracia e uma ditadura é apenas a forma como se fazem as coisas;
 
2) Geração à rasca manifesta-se - e ficamos a saber que afinal não é apenas uma geração, e começa o povo todo a pedir a queda do governo;

 

3) Oposição faz saber que não vai aprovar o PEC IV - foi o momento em que ficámos a saber que em Portugal afinal existem uns tipos que se intitulam de oposição;
 
4) Sócrates adivinha a crise política - aaaah a sério??? mas será que no mundo dele ainda não se vivia uma crise política???;
 
5) A pensar no país Sócrates pensa que afinal é melhor não levar o PEC IV a votação, mas depois descobre que afinal tem mesmo de levar - pois é ter Bruxelas a governar em vez dele é lixado e eles não estão para conversas com a tal coisa de oposição;
 
6) Sócrates é mais uma vez o secretário-geral do PS - Será que foi obrigado?;
 
7) Todos sofrem por antecipação - uns porque o governo ainda não caiu e outros porque o governo está quase a cair;
 
8) Passos Coelho esfregas as mãos de contente - é preciso ter calma, não dar o corpo pela alma (Abrunhosa dixit);
 
9) PEC IV é chumbado no parlamento - há coisas fantásticas não há???;
 
10) Sócrates demite-se - e o povo rejubila e Passos Coelho finalmente fica todo contentinho da vida. 
 
Bom na realidade nem sei bem porque é que o povo rejubila, Sócrates caiu é certo, contudo, a situação económica esta noite é exactamente igual à que era de manhã, com a agravante dos números de confiança descerem a pique com a queda de um governo e na realidade ficarmos agora com um governo provisório que vai fazer toda a rotina de saída (muitas nomeações para os próximos meses) até às próximas eleições (pelo menos). 
 
Para já a minha previsão para as próximas eleições é que o PSD ganha a luta ao PS (sem maioririas), e uma subida acentuada do CDS-PP, BE e PC. Ao que se deve seguir um governo de coligação PSD/CDS-PP, conjuntamente com o outro grande partido que é o FMI. Mas como isto não passa de uma previsão a ver vamos, a única coisa que gostaria de pedir é que marcassem as eleições rapidamente para ver se despachamos isto e se o novo executivo (seja ele qual for) começa a apresentar trabalho muito depressa.
Outro dado muito interessante para as próximas eleições vai ser a abstenção, a ver se de facto uma geração que não costuma votar por total desinteresse dá sinais de vida activa política. Espero bem que sim!

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 23:57
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

O nosso PM fala...

... e pelo menos meio país para para ver se é desta que ele se demite. Pelo menos foi isto que aconteceu ontem às 20 horas. E atrevo-me a dizer que podemos até nem gostar da governação do senhor, mas a realidade é que José Sócrates é provavelmente o melhor politico activo em Portugal, e que de uma situação em que está tudo contra ele, ele sacode a água do capote com toda a calma e estilo, chuta as responsabilidades de crise política e da crise em geral para cima do PSD, age como se todos os protestos não fossem nada com ele, dizendo mesmo que os compreende e que está a fazer o seu melhor para melhorar a situação. Claro que depois isto gera toda uma serie de respostas que me parecem ser no mínimo fracas, e que me deixam cada vez mais a interrogação "quem sucede a Sócrates?" 
Ai se ao menos ele fosse tão bom a governar como a fazer política...
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 23:18
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Será que é desta que uma geração acorda?

Este fim de semana foi a manifestação da "geração à rasca", que teve uma afluência de gente como há muito não se via em terras lusas. Apesar de haver tentativas de comparação com uma greve/manifestação dos professores, que terá tido os mesmos números, mas cenários muito diferentes. 

Eu estive nesta manifestação e tenho de dizer que foi algo de espectacular! 

Vi pessoas de todas as idades, mas na sua maioria vi jovens, pessoas que provavelmente nunca tinham a experiência de dar o corpo ao manifesto e que finalmente tinham a sua primeira iniciativa política activa. Vi pessoas de todos os quadrantes políticos, tanto de esquerda como de direita, chegando mesmo aos extremos. Vi solteiros, casados, divorciados, juntos, separados e solitários. Acho que só não vi o cão, o gato, o canário e o periquito porque no meio de tanta gente junta não dava para os ver.

Foi um dia de festa e alegria (como diz a música a luta é alegria!) onde quem foi tomou o gosto por este tipo de intervenção política. 

E o que tirar de tudo isto?

Que existe um descontentamento geral sobre o estado a que as condições de vida chegaram não é propriamente novo, e de alguma forma este ponto explica o porquê de tanta gente aderir e participar neste evento. No fundo estamos sempre descontentes e queremos sempre que algo mude, isso já é um estado natural português tanto como o estado liquido da água, contudo foi a primeira vez que vi tanta gente a querer fazer parte da solução. 

Agora há um problema. 

Na democracia como é entendida em Portugal até hoje, a solução passa pela inscrição em partidos políticos. Mas como é que uma geração que não crê nas soluções apresentadas pelos partidos; que vê a classe política a falar muito e a fazer pouco, e que quando faz normalmente só consegue piorar as situações (veja-se as medidas para desencorajar o uso de recibos verdes que apenas penaliza a pessoa que é obrigada a passar os mesmos em vez de penalizar quem os exige); que assiste à completa destruição das ideologias políticas esbatendo-se todas as fronteiras entre os partidos de centro; vê as capas de jornais dia após dia a falar de escândalos de corrupção (quando não se sabe destas coisas por outras vias); repito, como é que uma geração que assiste a isto tudo vai meter-se pelas máquinas partidárias? Qual é o alento? Qual é a crença? 

Daí haver uma vontade de dar um murro na mesa e quebrar com todo o status quo que foi criado até hoje! No fundo foi isto que aconteceu nesta manifestação.

O problema é que depois da manifestação era necessário acontecer qualquer coisa. Até agora a única coisa que levamos de dia 12 foi uma tarde de recordações giras. Ainda me lembro do tempo em que uns quantos maduros a buzinar dentro de um carro fizeram a paralisação da ponte 25 de abril e levaram à queda do governo do actual presidente da república por um punhado de trocos. O único problema de uma intervenção destas é que a seguir temos eleições e põe-se a temível pergunta: "em quem é que votamos?" 

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 16:07
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Entretanto existe mais mundo para além da crise

De repente somos recordados que existe uma vida para além da crise. Ou será que existe?

Antes de continuar a escrever tenho de dar os parabéns a José Sócrates por ter escolhido Luís Amado como Ministro dos Negócios Estrangeiros, já não é a primeira vez que fico bem impressionado com ele, e no caso da eleição de Portugal como membro não permanente ao conselho de segurança da ONU confirma-se o seu excelente trabalho. Nem tudo é mau no governo de José Sócrates.

A questão que se coloca agora é o que é que isto significa para nós e para a Europa no actual panorama internacional?
Neste momento assiste-se a uma batalha económica da Alemanha contra o resto da Europa, tendo como intervenientes Angela Merkel e Durão Barroso, e isto vem dar uma mais valia a Durão Barroso para o futuro, especialmente quando se discute abertamente a forma como foram contraídas despesas em nome da segurança marítima por países em crise declarada a esse colosso da tecnologia naval que é a Alemanha.
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 23:26
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Em tempo de discussão de orçamento de estado...

... há ficção que devia ser vista pela realidade, falo do episódio 7 chamado "debate"da 7ª temporada da série "Os homens do presidente" (The West Wing).

 

 

 

Há vários momentos a  realçar, contudo acho que é de ter especial atenção para o discurso de Arnold Vinick (Alan Alda) sobre os impostos dos países sub-desenvolvidos, vejam lá se não faz lembrar um pequeno e irredutível país à beira mar plantado.
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:58
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