Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Já disse que o concerto deste senhor ontem esgotou?!?

E o pior é que eu não tinha bilhete!:(
(se não quiserem/puderem ouvir os videos todos recomendo o Merry Christmas Mr. Lawrence e o Last Emperor, penso eu que são as músicas mais conhecidas...) 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:43
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

Couple Coffee e JP Simões no Arte e Manha - 17 de Novembro de 2011

No meio de tantas opções, e tal como previa, acabei por não ir a nenhum dos dois concertos que tinha planeado e fui antes ao Arte e Manha ver couple coffee com JP Simões. Mas afinal quem são os couple coffee? Na altura também não sabia. De vez em quando gosto de ir assim à descoberta, sendo que desta vez o risco era relativamente pequeno afinal estava lá o JP Simões. O que encontrei foi isto:

Em suma, eles são bons, mesmo muito bons. Esta é a parte em que fiquei espantado, por apenas 5 euros um duo desta qualidade e ainda ia ter o bónus de ouvir o JP Simões. Assim de repente fiquei com a sensação de ter feito uma boa escolha, mal sabia eu tudo o que se ia passar...

Há aquelas junções que mal acontecem sabe-se que está tudo bem com o mundo, mas também é verdade que quando se juntam músicos deste calibre há pouca coisa para correr mal.

Foi um concerto muito pouco planeado, diria mesmo que nada, e ainda bem! Houve todo um espírito de junção de amigos, como diz o pessoal especializado das críticas a concertos, "um ambiente intimista", em que os convites para outros músicos, cantores, até letristas, foi sendo feito e repetido. Quem ficava a ganhar com isto? A malta toda que estava a assistir que teve ali um ambiente extremamente divertido, perfeitamente descontraído, com excelente música e muita festa. Só para dar uma noção de como o pessoal se estava a divertir com isto, o concerto começou atrasado como é costume, por volta das 23:45 e só acabou às 2:30 (mais coisa menos coisa).

Tenho de dar os mais sinceros parabéns ao Arte e Manha, de facto, cada vez mais, assume-se como um espaço que já era há muito necessário em Lisboa e apenas ninguém sabia. Ainda por cima disponibilizam uma data de coisinhas boas como estes vídeos online. Vão lá e gastem o vosso dinheiro, porque ao menos sabem que é bem gasto! 

O que tem piada é que eu hoje vi mesmo o JP Simões à frente da Brasileira! 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 19:38
link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito
Domingo, 13 de Novembro de 2011

A perspectiva das coisas - A Natureza-morta na Europa séc. XIX-XX (1840-1955) @ Gulbenkian

Como não se pode tirar fotografias na exposição resolvi tirar fotografias a algo também muito interessante na Gulbenkian e ir espalhando as mesmas pelo texto. Muito obrigado pela compreensão!

O Museu Calouste Gulbenkian conseguiu reunir numa única exposição artistas como Monet, Manet, Van Gogh, Gaugin, Cézanne, Braque, Picasso, Dali, Duschamps, Magritte, Vieira da Silva, Amadeo de Souza-Cardoso, etc; portanto como é óbvio eu tinha de ir. Claro que, como isto anda mau, e as oportunidades para gastar dinheiro (já agora... Ryuchi Sakamoto Trio está definitivamente esgotadíssimo) são inúmeras, aproveitei para ir ao Domingo, já que não se paga entrada, e fica desde já a dica, ir cedo compensa (porque mesmo indo cedo há bastante gente a visitar a exposição, nem quero imaginar o que será à tarde)!

Cada vez mais acho que a Gulbenkian se distingue no panorama cultural português. Na realidade sempre achei que o fazia, mas tendo em conta toda a série de acontecimentos recentes ao nível cultural nacional, tenho cada vez mais a certeza. Exposições deste estilo só me confirmam isto. À partida uma exposição sobre natureza-morta não é a coisa mais apelativa do mundo, contudo deu gosto ver a quantidade de pessoas (era interessante saber no final da exposição quantas pessoas a foram ver) de várias idades que estavam a ver a exposição. Desde idosos até a miúdos pequenos, passando por gente adolescente, e não estou a falar de excursões organizadas por escolas que acabam sempre por ser quase "obrigatórias". Todos estavam lá porque tinham gosto no que estavam a ver e queriam aprender algo, e só isto para mim é fantástico.

Sobre a exposição... pessoalmente acho que vale sempre a pena ir ver obras de artistas extraordinários, como é o caso, mesmo que não se aprecie particularmente natureza-morta (como é o meu caso). Penso que nunca fiquei estarrecido ou arrepiado a olhar para uma natureza-morta apesar de reconhecer o seu lugar no mundo da arte, especialmente quando se fala de execução técnica.

Lembrando-me das minhas aulas de desenho, penso no porque é que nos encorajavam a estudar natureza-morta, afinal é um ambiente que podemos construir conforme a complexidade que pretendemos e onde podemos estudar várias coisas necessárias ao desenho/pintura, como a luz e sombras, proporções, perspectiva, côretc; sem termos todas as restrições que o desenho com modelo acaba por ter, sendo um exercício de uma utilidade extrema. Fora isto nunca me interessei particularmente por natureza-morta. Estou com se sensação de que me estou a afastar do meu objectivo que é falar da exposição. 

Voltando à carga! A exposição está muito bem construída, fazendo um percurso de 1840 até 1955, e passa pelos principais artistas de cada época, dando o contexto histórico-cultural através de textos no início de cada parte e através de uma linha cronológica no final da exposição onde se podiam observar os eventos mundiais, os eventos em Portugal, o ano de cada obra exposta e os eventos culturais marcantes, a única coisa que para mim falhou nesta linha cronológica é como tudo aquilo se interligava se é que se interligava. 

Ainda bem que temos em Portugal uma instituição como a Gulbenkian que aposta neste tipo de eventos e exposições, fica também o aviso para quem quiser, que esta exposição não se encerra sobre si mesma. Há, associada a ela, uma série de conferências inteiramente dedicadas à natureza-morta e concertos gratuitos nos diferentes átrios da Gulbenkian (para isto o melhor é consultar a programação). Resumindo, é uma exposição que vale a pena!

P.S.: Para além desta exposição está também patente a exposição L'Hotel Gulbenkian, 51 Avenue d'Iena. A memória do sítio que para quem tiver interesse em Arquitectura vale a pena espreitar. (especialmente quando falamos ao preço de domingo...)

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 11:48
link do post | comentar | favorito
Sábado, 12 de Novembro de 2011

Agenda de concertos para Novembro

Depois de ter ficado à porta do concerto de Fujiya & Miyagi porque não comprei bilhete atempadamente, hoje resolvi ver o que ia haver de concertos este mês portanto aqui fica a lista de concertos que gostava de ver este mês (e que vou tentar comprar bilhete assim q puder):

17 de Novembro

The Doups por 6€ no Musicbox ou Tcheka e Mário Laginha no S.Jorge por 10€ (quer-me parece que não vai ser nem um nem outro, porque a seguir a um treino não sei se tou com paciência)

19 de Novembro 

Jazzanova & Paul Rudolph no CCB desde 25€

21 de Novembro 

Ryuchi Sakamoto Trio na Gulbenkian desde 15€(pelo que me dizem está esgotadíssimo...)

25 de Novembro

3 pianos desde 27,50€ no CCB (auch a estes preços não sei se brinco...)

26 de Novembro

Rodrigo Leão no CCB desde 20€

29 de Novembro

Girls no Lux por 20€ 

 

Pois é... Não se adivinha um mês de novembro fácil por estas bandas ao nivel económico...

Como de costume, quem quiser vir diga coisas.

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 20:38
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Circle of Iron a.k.a. The Silent Flute - Circulo de Ferro

Quando era miúdo apanhei este filme a dar na televisão e na altura não foi um dos meus preferidos. Tinha um tipo que era uma versão barata do Conan, a dizer uma parvoíces, que era o boss daquilo tudo, ainda por cima com cenas de luta más. Portanto é sem surpresa que nunca mais me lembrei dele e ficou arquivado na pastinha do "nunca mais voltar a ver".

Entretanto, passados não sei quantos anos, comecei a fazer Kung Fu e de tempos a tempos fazem-se actividade, seja um concerto, ou falar sobre meditação, ou visitar a um supermercado biológico enquanto se fala de alimentação, etc. Ontem foi o visionamento de um clássico das artes marciais, de 1978, escrito pelo Bruce Lee, ali num dos espaços da Lx Factory. Eu estava todo contente por estar a aliar duas coisas que gosto muito, Kung Fu e Cinema, até porque não me lembrava que já tinha visto este filme. E ainda bem que não me lembrava, porque permitiu-me ver tudo com a mente aberta sem conceitos prévios.

Coisinhas importantes para se saber sobre este filme:

Como disse anteriormente, foi escrito por Bruce Lee, e seria o primeiro de uma série de filmes que exploravam a componente mais filosófica das artes marciais. Era para ter sido filmado em 1969 na Índia com Bruce Lee a interpretar 4 papéis, mas várias divergências levaram a que o filme fosse adiado. Bruce Lee morre em 1973 durante os trabalhos de Enter the Dragon com 32 anos. E as divergências em relação a este filme foram-se resolvendo até que em 1978 o filme sai com David Carradine a fazer os papeis que era para ser de Bruce Lee. 

Em relação ao filme propriamente dito... vou tentar dividir o que escrevo em camadas para ver se me entendo a mim mesmo.

1) As lutas

Na minha opinião não são grande coisa. Há 500 filmes menos conhecidos que este cujas lutas são melhores, portanto não é por este factor que se deve ver.

2) Os Actores

Apesar de ter reunido alguns nomes de peso na industria cinematográfica de hoje como David Carradine (fez 4 papeis), Christopher Lee (Zetan), Roddy McDowall, Eli Wallach, não me deixou completamente satisfeito, talvez porque Jeff Cooper (Cord) apesar de toda a boa vontade não é propriamente um actor de excelência e como acaba por ser ele que tem o maior número de horas à frente do ecrã... (não deixo de pensar e "se tivesse sido o Steve McQueen?" como era o desejo do Bruce Lee)

3) Realização

Não comprometeu sem ser brilhante. Está essencialmente demasiado agarrada aos anos 70 para o Circulo de Ferro poder ser considerado como uma obra intemporal, e isto nota-se nos penteados, nas musicas, na maneira de filmar.

4) Fotografia

Sem dúvida um dos pontos altos! No meio de toda a confusão o filme acabou por ser filmado em Israel, e as paisagens são deslumbrantes, e foi tudo filmado com um extremo cuidado. Aquelas imagens com o David Carradine a tocar flauta são espantosas mesmo!

5) Argumento

Esta é a parte mais apetitosa do filme. Sim minha gente, estou a falar de um filme de porradinha que tem um argumento que é muito bom mesmo. A história é passada num mundo que não é o nosso e não deixa de o ser, e acompanha o percurso de Cord na sua busca para encontrar Zetan o guardião do livro do conhecimento, e claro que para lá chegar tem uma série de testes. Ou seja temos herói que tem de ir do ponto A até ao ponto B, vários testes no caminho, um inimigo e uma grande recompensa. Até aqui nada de transcendente, certo? 

Pois, a parte interessante é que tudo isto é utilizado como uma base para uma lição surpreendente dada por Bruce Lee sobre a filosofia Zen. Não quero discursar muito sobre isto porque acho que cada um deve tirar as suas próprias conclusões depois de ver o filme, apenas digo que nada do que os personagens dizem é dito por acaso, todos os testes tem um significado, para tudo há uma razão de ser. (E aqui é a parte que noto a maior diferença entre o meu visionamento do filme em criança e de do de agora, é que de facto houve uma data de coisas importantes que simplesmente me passaram ao lado.) 

 

Acho que de facto o melhor elogio que se pode fazer ao filme é que é um filme completamente diferente dos da sua classe, e que só aproximadamente 30 anos depois parte da sua mensagem (e apenas e só parte da mensagem) chega ao público geral com o Kung Fu Panda. Assim de repente parece ser um filme muito à frente para a sua época!

Contudo não é um filme simplório, é preciso ter atenção (tantos ao pormenores como ao que se passa no geral), pensar, ser critico, questionar, para se poder ter acesso a tudo o que o Circulo de Ferro tem para oferecer.
Já agora... alguém sabe porque raio mudaram o nome ao filme de "The Silent Flute" para "Circle of Iron"? 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 16:04
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Ciclo 1 2011/2012 - 2 a 4 de Novembro

Ontem estava eu aqui em casa sossegadinho, jogo a ser relatado na benficatvcom o Benfica a ganhar 1-0, quando recebo um convite espontâneo da senhora papoila para ir assistir a um espectáculo na Escola Superior de Dança. Arrumei logo as minhas coisinhas e fui-me embora (isto dá ideia do que eu estava a achar do jogo do Benfica). 
Ok... quando se fala em espectáculo da ESD uma pessoa pensa naturalmente em dança, pois fiquei a saber que é um pensamento errado. Também se faz teatro por ali. O que fui ver eram duas apresentações de projectos de turmas do 1º ano da disciplina de teatro. As peças chamavam-se Re: Pneu e António Marinheiro e foram apresentadas por esta ordem, contudo eu vou-lhes trocar a ordem aqui no texto. 

 

António Marinheiro

 

"Tragédia. Teatro de texto. Um clássico da dramaturgia portuguesa contemporânea cuja acção se situa nos anos sessenta, em Alfama, Lisboa. As bases do teatro por alunos de Dança a dar os primeiros passos na arte do diálogo, da intenção. Intervenção partilhada sobre o texto para escolha de personagens e falas. Diferentes etapas de construção de um esboço de espectáculo integradas como arma. Experienciação de todo um processo de génese criativa."

 

Antes de mais quem escreveu esta sinopse podia ter feito um trabalho melhor, mas deixemos isso que acaba por não ser assim tão importante. O que é importante é que apesar do esforço posto nesta apresentação a coisa não resultou muito bem. Pegar numa obra de Bernardo Santareno e tentar fazer algo a partir disso é algo corajoso, contudo houve algumas coisas que não correram bem. 

 

Antes de mais quem escreveu esta sinopse podia ter feito um trabalho melhor, mas deixemos isso que acaba por não ser assim tão importante. O que é importante é que apesar do esforço posto nesta apresentação a coisa não resultou muito bem. Pegar numa obra de Bernardo Santareno e tentar fazer algo a partir disso é algo corajoso, contudo houve algumas coisas que não correram bem. 

1. Esta apresentação foi incrivelmente datada. Ok, que a peça passa-se em 1960, mas tendo em conta que foi escrita no mesmo ano, creio que o espírito da coisa era pegar num clássico grego e transpô-lo para a sociedade actual da época num bairro muito específico que é Alfama. Podiam ter antes respeitado o espírito da coisa em vez da interpretação literal. 
2. Provavelmente em tempos Teatro já teve aquela expressão, aquela forma de se mexerem, aquela forma de entoarem as palavras. Já não estamos nesses  tempos.

3. Já chega com o Carlos Paredes! Era bom para o mundo das artes português fazer uma pausa indeterminada do Carlos Paredes. Não é que a música seja má, bem pelo contrário, sempre achei o senhor um génio da guitarra, contudo o uso e abuso excessivo das músicas dele já começa a saturar. 

4. Tudo isto junto tornava a apresentação incrivelmente pesada. Bem sei que o texto é uma tragédia, mas quando o peso não vem pelo texto mas sim por todo o resto parece-me que alguém, algures, está a fazer algo errado.

 

Como disse inicialmente pegar numa obra do Bernardo Santareno não é simples, ainda para mais se considerar-mos que a apresentação foi bastante curta para o que era necessário, dai eu ter que dar crédito à tentativa. 

 

Re: Pneu

 

"Afirmar que as obras-de-arte mudam a forma como olhamos o mundo é frequente.

Não menos comum é o desabafo de que elas nos levantam questões para as quais não temos resposta.

E se não fosse assim? E se conseguíssemos responder às obras de arte no mesmo tom com que nos interpelam!

Este exercício é o primeiro de uma série de trabalhos que pretendo desenvolver: os espectáculos-resposta.

Contudo não é um espectáculo da minha autoria; é uma co-criação da turma 51.

Por isso explico o processo.

Chego com uma ideia e com uma obra, neste caso o filme Rubber-Pneu de Quentin Dupieux, e depois fica a cargo dos alunos depois responder às questões que o filme lhes levantou.

São dadas voltas à cabeça e às técnicas e fazem-se vinte espectáculos por dia, os quais tentámos sintetizar num único trabalho.

O processo é levado a cabo desta maneira porque defendo que mais do que um objecto polido e moral, conceitos tão afectos aos produtos culturais, a arte existe como experiência de investimento de sentido.

E se têm "sérias dúvidas" sobre o que vamos apresentar, então já sabem... respondam-nos."

 

Tenho de admitir que adorei esta apresentação; talvez por já ter visto o Rubber, mas para além disso gostei da maneira solta, feliz e divertida como estavam em cena, esse tipo de coisas passa para o público. 
O texto em si está deliciosamente construído agarrando nas partes vitais e cruciais de Rubber com uma clareza muito elevada, especialmente considerando que estamos a falar de uma peça construídas por alunos de primeiro ano, que começaram há uns poucos meses as aulas. Aliás arrisco-me a dizer que gostei mais desta apresentação do que do próprio filme, mas isso são outras contas. 
Engraçado como estava aqui a pensar se era possível destacar alguém, se calhar até podia, mas a realidade é que tudo isto vale pelo colectivo da turma 51 (ora aqui está um bom nome para um grupo de teatro). 
Vale a pena ver mas cuidado! Corre-se o sério risco de se sair de lá num...BOOOOOMMMMM!!!! 

Ainda se podem ver as apresentações hoje às 21 horas no átrio da ESD

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 11:46
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA)

Tal como já tinha aqui escrito antes há tradições que são para se cumprir e ir ao FIBDA é uma delas, até porque por muito críticos que sejamos com este festival (e às vezes eu sou) sem dúvida nenhuma que é o que tem maior impacto no mundo da banda desenhada em terras lusas, e é através dele que podemos tomar o pulso ao que se passa neste campo em Portugal. Este ano é dedicado ao Humor na banda desenhada porque celebram o centenário do humorismo (até porque isto de comemorar centenários é uma coisa chique).

Enquanto arquitecto achei que este ano o FIBDA está um mimo, espaços apelativos, engraçados, bem distribuídos, fáceis de percorrer, e pura e simplesmente apetece-nos estar lá a ver tudo (claro que ajuda eu ter ido à Amadora a uma terça-feira e não ao fim de semana). 
Como de costume o espaço do Fórum Luís de Camões está dividido em dois pisos, e ambos com conteúdos completamente diferentes. No primeiro piso está a exposição "institucional" dedicada ao humor (como acabei de dizer e se pode ver pela imagem acima), onde é apresentado um trabalho de recolha e pesquisa bastante bom e se mostra um pouco de tudo o que foi marcante no humor ao nível de banda desenhada.

No segundo piso, como de costume o cenário é completamente diferente, todo ele muito mais comercial e dirigido ao editores e livreiros que fazem do seu negócio a banda desenhada, também costuma ser neste piso que se encontram as estrelas da companhia, normalmente autores estrangeiros de grande qualidade, contudo este é ano de crise e há que apostar na prata da casa, o que vem trazer alguma justiça a alguns autores portugueses que já mereciam a sua vez de brilhar. 

Tenho de admitir que se por um lado gostei muito do FIBDA, ao nível de espaços, está um trabalho muito interessante, por outro não achei as exposições muito interessantes, não houve nenhum nome que me puxasse como um "tenho que ver", nem houve nenhuma surpresa, foi mais um acto de consagração nacional que outra coisa e isso se por um lado pode ser merecido, por outro não me cativa enquanto espectador. E para ser honesto nem todos os trabalhos expostos são do meu agrado, mas isso já é uma questão pessoal. 
Seja como for, valeu a pena o bilhete, e para o ano se puder lá estarei outra vez, porque há tradições que ainda são o que eram, pelo menos para mim.


publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 21:27
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Writers' Delight

Foi este fim-de-semana o WritersDelight a comemorar 2 anos de Dedicated Lisboa. Tudo aconteceu ali no Parque Mayer, e em causa estavam cerca de 150 m2 de parede verde para pintar com o tema de Teatro (graças à sua localização) como aglutinador de tudo.

Ainda estou, por esta altura, a digerir todo o evento e tudo o que observei por lá. 
Tenho que dizer que o bom ambiente imperava. Cerveja, lojinhas bastante dirigidas para o pessoal que gosta deste tipo de arte, o pessoal a pintar todo de uma boa onda extrema a aturar fotógrafos mais aventureiros que pediam para passar a linha para tirar fotos mais de perto, música a bombar (ok... tenho que admitir que a onda hip hop não é muito a minha praia, mas pronto a malta estava a gostar e ter pessoal a fazer coisas ao vivo funciona quase sempre muito bem). Foi pena a chuva não ter ajudado à festa no segundo dia...

Em relação ao que me levou lá, a Arte... Algumas coisas muito boas mesmo, com cores simplesmente impressionantes, sempre com uma técnica\experiência muito elevadas. Continuo-o a achar que o que mais me interessa neste mundo são as figuras desenhadas e não tanto as letras desenhadas, mas enfim, o que é bom nisto é que há muita coisa a acontecer e cada um fica com o que gosta! De seguida ficam algumas fotos do evento (podem carregar nelas para as verem em tamanho maior).

 

Ás tantas começou a chover torrencialmente e ai tiveram que parar os trabalhos, apenas dois resistentes ficaram!

 E assim chegou ao fim deste Writers' Delight fico à espera do próximo!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 23:15
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

Planos culturais para os próximos dias Versão 2.0

 Começam hoje dois dos programas culturais que não quero perder:

 

 

O mundo do street art começa cada vez mais a intrigar-me e esta é uma boa oportunidade para observar e aprender com quem tem montanhas de experiência dentro do ramo do graffiti. 

 

 Já nem me consigo lembrar de quando foi a primeira vez que fui a FIBDA, mas desde então que não tenho falhado nenhum. E tradições são para se manter!

 

Como de costume eu vou, quem quiser vir comigo basta dizer qualquer coisa.

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:57
link do post | comentar | favorito
Sábado, 15 de Outubro de 2011

Vik Muniz @ CCB

Não consigo chamar ao CCB de Museu Colecção Berardo é mais forte que eu, portanto habituem-se. Com esse pequeno facto esclarecido e no seguimento da entrada Lixo extraordinário, hoje aproveitei a manhã para ir ver a exposição retrospectiva de Vik Muniz.

A primeira coisa que eu posso recomendar é que não vejam o filme "Lixo extraordinário" antes de irem à exposição, porque se por um lado vão com conhecimento maior sobre a obra de Vik Muniz por outro lado já não existe o factor surpresa, e é uma pena tendo em conta o tipo de trabalho de Vik Muniz. 

A segunda é que não percam a oportunidade de ver esta exposição de arte... ia a dizer fotografia, mas a fotografia é apenas um dos componentes, apesar de estar sempre presente há muito mais para além da fotografia. 

Apesar de tudo, acho que o maior pecado desta exposição é ser curta - sim, já sei que é a maior retrospectiva do traballho do Vik Muniz e que ele tem apenas 40 anos, mas cheguei ao fim com a sensação de que queria ver um pouco mais.  

 

Deixo aqui algumas fotos que tirei por lá as aviso já que a iluminação e os reflexos produzidos pela mesma não ajudaram nada... (carreguem no link se as quiserem ver, pessoalmente eu não carregaria e ia era ao CCB ver isto ao vivo e a cores, mas cada um sabe de sí)

Linhas / Chocolate / Açucar / Lixo / Soldadinhos / Computadores 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:10
link do post | comentar | favorito

.Olha nós!

.pesquisar

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.Os últimos quacks!

. Orphée na Culturgest

. Concerto de Natal Coro Un...

. "quero ver o Tom Waits nu...

. Agenda para este fim de s...

. Agenda para este fim de s...

. Frida Kahlo - As suas fot...

. 2 dias + 40 bandas + 10 s...

. Aparentemente...

. Cadernos Suspensos no Arm...

. Trailers de filmes que go...

.quacks arquivados

. Dezembro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

.tags

. todas as tags

.subscrever feeds