Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

3. Nagoya é grande.

Um dos melhores factores de ir numa viagem pouco programada (ou nada) como foi o caso é que deixamos espaço para a descoberta, e foi exactamente o que aconteceu.
Na realidade o meu objectivo era seguir de Hamamatsu para Kyoto, coisa que provou ser quase impossível (e aqui fica mais uma dica para o viajante ao Japão: Kyoto requer marcação com antecedência) portanto abri o guia de viagem e de repente estava a marcar hotel em Nagoya.
 
 
Sem qualquer expectativa sobre o que ia encontrar fui tomado de assalto pela arquitectura fantástica existente junto à estação de comboio, mas primeiro havia que encontrar o hotel que ficava no sentido oposto. Pelo que percebi a estação e o caminho de ferro marcam uma fronteira entre uma zona claramente mais periférica e diria quase que de dormitório e o centro da cidade onde estava todo aquele "eye-candy" para arquitectos. Tenho de admitir que para mim foi interessante ver o outro lado de uma cidade japonesa, as casas, as lojas, os supermercados, tudo é diferente... mais pessoal e intransmissível.
Depois de largar a tralha toda, lá fui eu à descoberta!
Não tenho nada a dizer sobre os transportes sobretudo porque resolvi andar para todo o lado. Olhando em retrospectiva não sei se esta foi uma decisão muito inteligente tendo em conta a escala de Nagoya, uma boa dica é quando temos à nossa frente uma estrada com 4 faixas de rodagem para cada lado e nós queremos atravessar porque esta é apenas mais uma rua.
 
 
A sensação que fiquei é que não é a típica cidade cheia de interesse turístico, numa viagem organizada com o tempo contado não sei até que ponto a organização iria perder tempo a visitar Nagoya tendo em conta o que se encontra noutras cidades, contudo acho que foi uma paragem onde encontrei coisas bastante interessantes, como por exemplo a arquitectura, a vida da própria cidade, o museu do design, uma exposição sobre... nem sei sobre o quê mas gostei dos trabalhos expostos, o castelo e as exposições de bonzais e flores, o teatro Noh, o museu de Arte Tokugawa e o seu jardim, alguns templos (apesar de que ao nível de templos há coisas muito mais giras noutras paragens).
 
 
Dicas especiais sobre Nagoya (e qualquer outro lado): Nunca sair do hotel sem o mapa da cidade e ir à aventura, é apenas parvo, 3 horas depois de ter começado a andar lá descobri alguém que me deu indicações para onde eu queria ir, e só quando voltei ao quarto do hotel é que descobri que tinha andado fora dos limites do mapa turístico!
 
Já sabem... carreguem nas fotos para as verem em tamanho maior.
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 13:31
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1 comentário:
De Luís Marques a 8 de Janeiro de 2011 às 23:53
Excelente Post! Penso que falo por todos que já viram o post, para quando mais?! Queremos mais!! Ver mais fotos de outras cidades no Japão !

Abraços

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