Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

5 de Outubro

De facto há datas que são simbólicas em Portugal, o 5 de Outubro é uma delas.
Cá no burgo há a mania de comemorar a implantação da República, na realidade deveríamos comemorar a independência de Portugal, mas para que é que uma pequeno coisa como a nossa independência interessa na República actual? O simbolismo deste facto não deve ser perdido.
Simbólicas foram também as cerimónias realizadas hoje na Praça do Município.
Aquela peça de teatro (não queria empregar este termo porque pode parecer que quero ser desrespeitoso para as peças de teatro) vem de facto demonstrar que Portugal é país muito mais interessante quando é apenas povoado por actores ensaiados. Porém tenho de congratular a organização do evento porque de facto teve momentos que dizem tudo, aquele cavalo a andar para trás de facto fez-me lembrar de como este país está a fazer o mesmo.
Depois veio o hino e o içar da bandeira, um momento solene que foi respeitado por todos.
No momento dos discursos a coisa já mudou um pouco de figura, o respeito manteve-se pelo menos do lado do publico...
Ora bem, hoje ia realizar-se uma grande carbonara, e eu aproveitei e pensei que seria uma boa refeição portanto resolvi participar.
A ideia era simples mas divertida, assistir ao discurso do nosso Primeiro Ministro usando uma linda máscara do Darth Vader. Reparem que não ha aqui palavras de ordem ou nada que  o valha, era apenas estar em silêncio, usando uma máscara, a assistir ao discurso.
Assim que as máscaras foram postas houve pessoas que não acharam piada e resolveram começar a arrancar as mesmas de quem as usava, claro que eu usufruindo do meu direito de me manifestar silenciosamente resisti a quem me tentava retirar a dita e fui levado para uns metros longe das pessoas, onde as pessoas que destruíam e apreendiam as máscaras finalmente se identificaram como agentes da autoridade.
Aparentemente o direito à manifestação silenciosa não se aplica durante as comemorações da República, ou pelo menos tentaram convencer-me disso, tentado também explicar-me que eu resisti á prisão, coisa que não tiveram grande sucesso visto que eu, assim que se tornou claro que aqueles senhores eram agentes da autoridade, tomei uma postura simpática e sem nada a esconder, acatando a todos os pedidos que me fizeram. Fui identificado pela Policia e segui à minha vida. Dois minutos depois de ser identificado, lá se lembraram que Portugal afinal é um estado democrático e  já era possível usar as máscaras sem qualquer receio, portanto lá fiquei eu com outra máscara para substituir a previamente destruida.
O que já não deu para suportar foi o discurso do Cavaco Silva e nessa altura resolvi ir-me embora com o sentido de missão cumprida.
Acabo o meu texto com esta pequena pérola. Não posso deixar de achar alguma piada ao facto de não ter existido audio para os comuns mortais até ao momento em que Santos Silva falava de crise, como diz o João Vacas no 31 da Armada, o técnico de som devia era monárquico!
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:51
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