6 comentários:
De Luís a 11 de Agosto de 2011 às 21:48
Nesta situação tamos a comparar maçãs com laranjas. Estamos a esquecer que a literatura inglesa consegue abrangir um mercado maior e daí conseguir reduzir os preços massificando os livros. Faço um milhão de livros a 1 euro consigo mais lucro do que 10 mil a 5 euros.
Para ajudar mais a festa é o facto de Portugal ainda possuir uma elevada percentagem de analfabetos, mais a politica de saturação do mercado com várias editores e excessivo lançamento de livros.
O que quero dizer é que temos uma excelente rede de bibliotecas e as aproveitamos pouco. Conseguimos aceder a cultura. Estes preços existentes também porque as pessoas compram ao invés de irem para títulos mais baratos ou em 2ª mão.
Quando compramos, votamos com o nosso dinheiro.
De Gonçalo Cardoso Dias a 12 de Agosto de 2011 às 00:48
Bom, na teoria se o novo acordo ortográfico iria alterar alguma coisa seria exactamente essa situação e até agora ainda não vi nada de diferente.
A taxa de analfabetos neste momento já não é assim tão grande, e como curiosidade disseram-me (falta-me confirmação) que Portugal até tem uma das maiores taxas de leitores da Europa.
E como eu dizia na parte 2 desta entrada, eu não sou ingénuo ao ponto de achar que é possível que uma edição portuguesa custe o mesmo que uma inglesa, contudo esta diferença é demasiado grande, especialmente num mercado aberto como o que temos hoje em dia.
E claro que votamos com o nosso dinheiro, comprando, contudo, quando a minha opção de voto recai sobre um produto mais barato estrangeiro, o que é que isto diz sobre o mesmo produto mais caro nacional?

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