6 comentários:
De Diana a 9 de Agosto de 2011 às 20:44
Infelizmente todo o acesso à cultura está caríssimo em Portugal. São os livros, os cd´s, o cinema...para não falar no teatro, concertos e bilheteiras de museus/ exposições! Depois queixam-se que os nossos jovens e crianças estão cada vez mais limitados...pudera, há coisas que não se aprendem mesmo na escola!
De Gonçalo Cardoso Dias a 9 de Agosto de 2011 às 21:48
Tens razão, infelizmente esta questão dos livros é apenas a ponta do icebergue, apesar de tudo nos DVD os preços foram-se adaptando à realidade, muito por causa dos jornais e revistas que os usam como chamariz de venda, mas acho que é mesmo casos único.
De Papoila a 10 de Agosto de 2011 às 23:14
Mas só por curiosidade, na Amazon eram livros novos?

É que não nos podemos esquecer dos nossos alfarrabistas [ok, nem sempre encontramos os livros que queremos, mas para mim os livros têm o seu tempo para ser lidos/encontrados].

De qualquer modo tens razão... no outro dia gastei 90 euros em 3 livros!

Mas há que aproveitar as 2ªs segundas feiras de cada mês e ter 10% de desconto na Bertrand.

Ah: e há sempre hipótese de ter cultura gratuita, é só estar atento. [como diz a minha querida mãe: tu, de graça, até injecções na testa]
De Gonçalo Cardoso Dias a 10 de Agosto de 2011 às 23:47
Epa eu acho que sim, porque tinham lá preços ainda mais baratos, mas achei q não seria justo comparar livros novos versus livros usados.

Mas mesmo com 10% de desconto da Bertrand a diferença não compensa. :P

E sim, há alguns eventos culturais à borla ou a preço reduzido, mas não é a resposta para tudo.
De Luís a 11 de Agosto de 2011 às 21:48
Nesta situação tamos a comparar maçãs com laranjas. Estamos a esquecer que a literatura inglesa consegue abrangir um mercado maior e daí conseguir reduzir os preços massificando os livros. Faço um milhão de livros a 1 euro consigo mais lucro do que 10 mil a 5 euros.
Para ajudar mais a festa é o facto de Portugal ainda possuir uma elevada percentagem de analfabetos, mais a politica de saturação do mercado com várias editores e excessivo lançamento de livros.
O que quero dizer é que temos uma excelente rede de bibliotecas e as aproveitamos pouco. Conseguimos aceder a cultura. Estes preços existentes também porque as pessoas compram ao invés de irem para títulos mais baratos ou em 2ª mão.
Quando compramos, votamos com o nosso dinheiro.
De Gonçalo Cardoso Dias a 12 de Agosto de 2011 às 00:48
Bom, na teoria se o novo acordo ortográfico iria alterar alguma coisa seria exactamente essa situação e até agora ainda não vi nada de diferente.
A taxa de analfabetos neste momento já não é assim tão grande, e como curiosidade disseram-me (falta-me confirmação) que Portugal até tem uma das maiores taxas de leitores da Europa.
E como eu dizia na parte 2 desta entrada, eu não sou ingénuo ao ponto de achar que é possível que uma edição portuguesa custe o mesmo que uma inglesa, contudo esta diferença é demasiado grande, especialmente num mercado aberto como o que temos hoje em dia.
E claro que votamos com o nosso dinheiro, comprando, contudo, quando a minha opção de voto recai sobre um produto mais barato estrangeiro, o que é que isto diz sobre o mesmo produto mais caro nacional?

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