Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Ikea Heights

 

Estava eu no outro dia a ler o que se escrevia no Twitter e lá estava um link para uma artigo de uma revista portuguesa sobre Ikea Heights, onde falavam de passagem do conceito por de trás dos "webisodes" disponíveis no Youtube. Básicamente a ideia é que as lojas do nosso fabricante sueco preferido fornecem os cenários ideais para filmar o que quer que seja com um orçamento extremamente reduzido, desde que, claro está, o realizador não se importe com os clientes, etiquetas de preço, funcionários da loja, autorizações, etc. 

De repente parece-me algo giro, principalmente pelo desafio, já que a história, sendo ela  a gozar com as novelas americanas, como seria de esperar, não é grande coisa. Contudo cumpre o seu principal objectivo de entreter quem vê e explorar ao máximo até onde é que eles conseguem filmar sem serem apanhados. Com mais ou menos precalços fizeram 7 episódios.

 

Fica aqui a página oficial deles e o canal de youtube onde se podem encontrar os episódios.

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 13:09
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Syriana

 

Numa altura em que o Médio Oriente está em polvorosa com tudo o que se passa na Síria, o canal Hollywood deu no Domingo à noite o filme Syriana, o que demonstra a inteligente programação deste canal, que tem acertado em filmes que falam sobre intervenções americanas em conflitos como é caso do excelente filme O americano tranquilo.

 

A história acompanha... uma catrafada de gente. O George Clooney não faz o personagem principal, tal como Matt Damon e Jeffrey Wright também não fazem, contudo a historia vai gravitando à volta deles. Isto não é inteiramente verdade, apenas parece que gravita em torno deles, mas não, há outros personagens tão ou mais importantes, mas cujos actores não ficavam tão bem no cartaz do filme. 

Acho que fazer o cartaz de um filme é complicado, numa imagem o designer tem de captar a atenção do público e incluir o que é importante no filme, uma espécie de sinopse visual. Com Syriana fazer isso deve ter sido uma dor de cabeça complicada, que nunca resultou em cheio devido exclusivamente à complexidade de todo o enredo. 

Resumindo... a melhor maneira de caracterizar Syriana é cerebral... é preciso estar atento, porque está cheio de pequenos nadas muito importantes em histórias diferentes que se cruzam entre si. Sem dúvida a ver, mas cuidado porque é relativamente simples de adormecer a vê-lo e este é daqueles casos em que o filme não merece que se adormeça a meio. 

 

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 20:03
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Les Amours Imaginaires

 

 

Vi este filme de surpresa, numa noite que começou com um inocente "vamos ver filmes". Disseram-me no inicio que era um filme que esteve no indie Lisboa de 2010, e como era um filme todo ele em francês pensei imediantamente que poderia ser mais uma daquelas secas pseudo-intelectuais que temos de louvar senão corremos o risco de parecer incultos ou estupidos (de repente O laço branco está a vir-me à memória...). Mas não. Havia algo de diferente neste filme. 

 

 

O filme gira à volta de Francis (Xavier Dolan) e Marie (Monia Chokri) que conhecem Nicolas (Neils Schneider) num evento social e apaixonam-se por ele, a partir disso assiste-se aos jogos de poder que encontramos na maioria das relações. Pelo meio temos testemunhos de várias pessoas sobre as suas relações e como as viveram. 

Portanto é quase impossível ficar indiferente, porque há sempre lá qualquer coisa com que nos sentimos identificados, quem é que nunca fez algo estupido por amor?  

A história está bem construida, os personagens fazem-nos sentir... coisas em relação a eles, tanto pode ser uma raiva e ódio de morte (que mais se traduziu comigo a dizer várias vezes que me apetecia bater em gente), como a maior simpatia por eles por causa do momento que eles estavam a passar. 

A banda sonora de facto ajuda a construir o ambiente do filme, muito no ambiente anos 60/70 em Paris, que agora está muito na moda. 

Um factor invejável neste filme é a fotografia, tudo estava certo, desde o cenário, o ambiente, a luz, aos planos, tudo magnificamente trabalhado.  

Xavier Dolan demonstra ser um verdadeiro "pau para toda a colher" tendo em conta a quantidade de vezes que vemos o nome dele a passar nos créditos. Ele realiza, trata do guarda roupa, produz, é o escritor, fez a edição, e é um dos actores principais. Até cansa só de pensar na quantidade de trabalho. 

 

No final não se pode deixar de ter uma certa simpatia por este filme. Não sei se o vou rever "Les amours imaginaires" por iniciativa própria, mas ainda assim gostei de ver, e sem dúvia que é de manter este Xavier Dolan debaixo de olho, para 21 anos demonstra uma maturidade ao nível cinematográfico muito pouco comum. 


P.S.: A pedido da Sara aqui fica a outra música icónica no filme.

 

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publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:41
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Domingo, 28 de Agosto de 2011

Em busca de L.U.M.E. encontrei uma mão cheia de nada.

 Um dos concerto que eu queria mesmo ver na minha agenda desta semana era Lisbon Underground Music Ensemble (L.U.M.E.), mas quando marcam concertos para jardins que nem a população do bairro sabe onde fica, no mapa q dão do evento não se percebe nada e nem o google maps sabia onde era o tal jardim, torna-se dificil dar com o sitio. 

 

Mas tendo em conta os videos que eu encontrei na net sobre eles, ainda bem que não dei com o sitio, este tipo de jazz irrita-me, deixa-me ansioso, impanciente, tudo coisas que dispensava perfeitamente naquele dia. 

Quem disse que encontrar uma mão cheia de nada era mau?

 

P.S.: Agora a sério... C.M.L. assinalem lá o Jardim de Campolide de uma forma decente nos mapas senão é quase impossivel dar com a coisa! 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:03
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

Hoje fui à bola!

 

Já há tanto tempo que não ia ver a bola! Quase que me tinha esquecido do que é, a caminhada para o estádio, as cores dos cachecois, das bandeiras e camisolas, a criar uma unidade composta de milhares em torno de uma causa comum, os sons, as músicas cantadas pelas claques, o acreditar que aquele grito, aquela prece, aquela fé, faz com que a bola vá parar por magia ao destino desejado. Os ais e os uis de quando se falha (quase sempre só por um bocadinho quando são os nossos). A tristeza quando sofremos. O momento... Aquele breve intervalo em que todos sustemos a respiração e se ouve o mais belos dos silêncios... E a repentina explosão de alegria quando conseguem fazer essa coisa aparentemente tão simples que é meter uma bola numa baliza. 

Ai... Já há tanto tempo que não ia ver a bola.

 

Obrigado Benfica pelo jogo fantástico!

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publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 02:11
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

A caminho de casa 1.0

 

These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different words
So many different songs
We have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hill
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line on your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 00:09
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

Geração A - Douglas Coupland

 

Num mundo em que as abelhas estão extintas, a polonização tem de ser feita ou por meio mecanicos ou por meios manuais, num mundo em que as pessoas estão no seu geral deprimidas e a tomar uma droga que faz com que apenas se foquem no presente e se deixem de importar se estão sózinhas ou não, há 5 pessoas em pontos diferentes do globo que são picadas por abelhas. O que se passa a partir daqui é o que torna o livro interessante. 

A fórmula curiosamente é bastante semelhante com o The Gum Thief contudo explorada de uma forma diferente. Como assim? Em ambos os livros cada personagem vai contando a sua perspectiva dos acontecimentos, num através de cartas escritas, e no outro através de relatos que me parecem muito mais orais (apesar disto não ser perfeitamente explicito ou vincado, talvez porque não interessa muito), em ambos há histórias paralelas (e aqui não me quero esticar muito para não estragar nada a ninguem), em ambos há aquele sentimento agridoce muito caracteristico a Coupland.

Como não gostar de um livro que começa assim:

"Como podemos estar vivos e não nos interrogarmos sobre as histórias que usamos para entretecer este lugar a que chamamos mundo? Se histórias, o nosso universo não passa de rochas e nuvens e lava e escuridão. É uma aldeia escavada até ao osso por águas mornas que a atravessam sem deixar vestígios do que lá existira antes."

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publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:21
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

A noite em que finalmente vi o Kilas, o mau da fita!

 

Várias foram as noites no Pai Tirano, em que olhei para este poster, e no meio de copos, confusões, brincadeiras, dizia a frase "Foi por causa de ti que tudo começou" à Rita, mas nunca tinha tido a oportunidade de ver estes clássico do cinema português. Até ontem à noite através do festival Lisboa na Rua, que aproveitou de uma forma brilhante a Travessa dos Teatros para projectar o "Pickpocket" de João Figueiras e o "Kilas o mau da fita".

 

Ok... sobre o pickpocket, é um filme de 20 minutos de 2010 do realizar João Figueiras, acompanha a vida, ao jeito de documentário, de um carteirista que "trabalha" nas zonas turísticas de Lisboa. Tem excelentes momentos, mas como não desenvolve numa história sobre ele e somente gira à volta do seu depoimento acaba por ser algo que não faria qualquer esforço para ver se não estivesse inserido num festival deste tipo, apesar de ter gostado. 

 

Voltando ao Kilas!

Este é excerto do inicio do filme, só para verem o nível da coisa (e acabei de ter um momento "ai como eu adoro o youtube").

 

Sinopse:

Portugal, 1976. Rui Tadeu, aliás Kilas, é amante de uma artista de variedades, Pepsi-Rita, à custa de quem vive - em casa da Madrinha, uma mulher nostálgica, que resgatou o afilhado da infância desvalida. Pela sua esperteza, Kilas lidera um grupo de marginais, contrados por um enigmático Major, para vigiarem um prédio, onde vão reunir-se personalidades "suspeitas".

Quando tal acontece, e alertado o Major, uma bomba explode na casa que se anuncia dum conhecido anti-fascista. Alarmado, Kilas procura desligar-se - mas o seu destino está já marcado, por uma rivalidade passional.

Retirado daqui.


Como é possivel que eu não tenha visto este filme antes???

Não é uma obra prima do cinema português, mas também acho que se esforçou (e bastante) para não ser, mas entretem, a história não é má, tem bons actores - sim eu utilizei as palavras bons actores a referir-me a cinema português! - e atráves das entrelinhas conseguimos traçar um retrato interessante de parte da época de 76. Contudo a narrativa, apesar de seguir sempre uma linha coerente, às vezes dá saltos um pouco estranhos, coisa que se perdoa tendo em conta a época (o filme foi lançado em 1980), e se conseguimos perdoar ao John Cassevetes todos os saltos e cortes estranhos, porque não faze-lo também a José Fonseca e Costa?

Nota final para a música do filme, sim senhor, que luxo ter o Sr. Sérgio Godinho a tratar desse departamento, apesar de sermos constantemente bombardeados com a balada da rita, mas é daquelas coisas que não faz mal nenhum até bem pelo contrário. 

 

Resumindo, vale a pena ver e, se não é, devia ser um caso de estudo nas escolas de cinema portuguêsas. Para além de ser um bom filme até foi um dos primeiros e raros casos de sucesso de bilheteira do cinema português!

 

E como não podia deixar de ser Rita este post é para ti!  

 

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 10:15
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Filipe Gonçalves - Dia 21 bem junto à Torre de Belém no OutJazz

Quando a música começou a tocar duas perguntas surgiram automáticamente na minha cabeça:

1) Quem raio é este Filipe Gonçalves?

2) Porque é que eu nunca ouvi falar dele?

E tenho de admitir que destas duas questões só a segunda é que me interessava.

 

A verdade é que "quem ele é" não é relevante, mas no concerto fiquei a saber que reside em Sintra e é vizinho de um jogador da bola que recebe chamadas telefónicas "das gajas". Uma leitura rápida da página do myspace dele, fiquei a saber que este na primeira Operação Triunfo cá no cantinho à beira mar plantado. Isto contribuiu para a minha felicidade? Nem por isso, mas aqui fica o serviço público de informação.

 

Nunca tinha ouvido falar dele, porque eu não sigo os morangos com o açucar, não costumo ver a mtv e não ouço a cidade.fm - segundo a minha fonte de informação acima referênciada essas foram as principais fontes de disseminação do trabalho dele. E é uma pena.

 

Uma pena que as músicas deles não toquem noutras rádios (especialmente a Comercial ou até a Antena 3). Os sons do soul/funk invadiram o jardim ao pé da Torre de Belém (mais uma vez que pena que um cenário tão bonito não esteja mais tratadinho sra CML) e apanharam-me de assalto. Tudo ali era boa onda e descontração, não deixando de ser extremamente cuidado e bem executado. E até deu para acabar o concerto pondo todos a dançar bem junto do "palco". 

 

Em poucas palavras, muito bom! 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 01:40
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Domingo, 21 de Agosto de 2011

Amor Electro - Dia 20 na baia de Cascais

Estava uma noite amena, como uma noite de verão é suposto ser. A temperatura sobe devido ao calor humano enquanto se espera pelo concerto. As notas começam a flutuar e a partir dai... A loucura!

 

Provavelmente a noite de alguém há de ter sido assim, mas não a minha. 

 

Na realidade apesar dos planos agendados para ir ao concerto a vida é feita de improvisos, e acabei por não estar nem perto da baia de Cascais. Para a minha noite houve, cogumelos, risotto, tarte de banana, vinho (muito e variado), música e companhia, principalmente muito boa companhia.

Uma noite a repetir sem dúvida!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 10:30
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