Não tendo apanhado este filme no cinema por diversas razões, só agora é que o vi, e não achei que seja um filme assim tão espectacular ao contrário dos comentários que ouvi na altura em que Shutter Island estava no grande écran.

Com aquela introdução até parece que eu não gostei do vi, e não é bem isso. De facto tenho de dizer que até gostei muito do filme, muito bem construído, excelentes prestações dos actores, contudo, e aqui parece-me que é o ponto de discórdia com a maioria dos comentários que amigos partilharam comigo, achei o filme previsível, só não o achei mais previsível porque no inicio do filme eu tentava encontrar uma justificação plausível para o que se passava no écran pelo ambiente encontrado pelo detective Edward Daniels quando chega a Shutter Island.
O filme começa com Edward Daniels, um U.S. Marshal que é destacado para investigar a fuga de uma prisioneira/presa da instituição do hospital Ahscliffe, a chegar de barco a Shutter Island, a partir dai é todo um mar de dor e insanidade que se desenrola perante os nossos olhos com um ambiente pesado, que bate em todos os sítios certos, encaixando numa classificação que é uma mistura drama, thriller, mistério e horror psicológico.
Quando escrevo estas criticas ponho-me sempre com dois problemas, o primeiro e caso não tenham reparado, não me estou a alongar muito nas palavras dedicadas a este filme, isto deve-se ao receio que tenho de estragar o filme para alguém que ainda não o tenha visto, porque de resto acho que é um filme sobre o qual daria para ter várias conversas longas principalmente com pessoas que apreciem psicologia, o segundo prende-se com a necessidade auto-imposta de classificar este filme de alguma maneira, eu adoptei o sistema de pontuação até 5 como poderia ter sido outro, neste caso estou inclinado a dar-lhe 4,5 em 5, adivinhar o fim da história quando estamos ainda a meio do filme é algo que não aprecio, mas o filme é, de facto, muito bom .
Depois de muito ouvir falar deles, esta semana fiz um curso vaqueiro.O conceito destes cursos - e aqui talvez esteja a usar a palavra curso de uma forma demasiado livre, talvez a palavra certa seja workshop - é ensinar receitas práticas, cuja dificuldade não seja nada por ai além, promovendo os produtos da Unilever, em especial os produtos Vaqueiro. A impressão que eu tinha por conversar com pessoas que tinham feito um curso, é que o público alvo destes cursos talvez não seja alguém que tenha boas noções de cozinha, sendo uma daquelas prendas típicas de casais em que normalmente um deles não pesca nada de cozinha. Não estava muito longe da verdade, quem saiba o que fazer numa cozinha não irá ter grandes surpresas apesar de aprender uns quantos truques engraçados, e os tais casais estavam lá contudo fiquem descansados os solteiros como eu porque na realidade também ha pessoas solteiras a ir fazer estes cursos. O curso que fui fazer era sobre "Receitas rápidas para jantares de amigos", e de facto a questão de serem receitas rápidas não falhou, cheio de pequenos truques que podem tornar a vida na cozinha mais rápida e simples.Foram seleccionadas 9 receitas distribuídas por 9 grupos de duas pessoas, cada grupo ia para a sua estação e preparava a sua receita enquanto dois supervisores andam de estação em estação a ajudar cada um dos grupos nas questões que tiverem.Depois das receitas serem acabadas juntam-se todos os participantes à volta da mesa de jantar (no nosso caso duas mesas) para experimentar-mos todos os pratos. E aqui tenho de realçar o bom ambiente que se conseguiu criar neste curso, e que pelo que me apercebi é algo normal em todos os cursos. A minha percepção sobre este curso é ligeiramente diferente da maioria das pessoas visto que fui acompanhar uma pessoa que através da Associação Salvador (aproveito para os felicitar pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver) foi fazer o curso numa cozinha adaptada no Instituto Culinário Vaqueiro e isso deixou-me logo uma boa disposição. Tenho de admitir que os supervisores do curso neste aspecto ainda podem melhorar um pouco no acompanhamento que fazem a estes casos contudo ultrapassaram todas as possíveis questões através de uma boa vontade incrível e de uma excelente disposição. A receita que fizemos foi uma Mousse de Chocolate com bolachas crocantes e maltesers que ficou excelente até para os que, como eu, não apreciam Mousse.
Acreditem ou não a nossa ficou com MUITO melhor aspecto!
(mas não deu para tirar a foto da praxe)
Pequenos apartes: Localização - Quem for fazer um destes cursos que tenha cuidado e vá com tempo porque encontrar o edifício onde se fazem os cursos é complicado porque está escondido, contudo depois de o encontrar ficamos a chamar-nos de burros e a pensar como raio é que não encontrámos aquilo imediatamente. Transportes - Metro não existe. Estacionamento para o carro parece-me complexo, mas lá se ha de arranjar. O ideal é autocarro porque há uma paragem mesmo perto do local do futuro crime dietético... Preço - 55 euros (apesar de ir variando conforme é anunciado no site). Se compensa? Talvez. A questão será mesmo sobre a quantidade de conhecimento de cada um. Se uma pessoa não sabe pegar numa faca, aquecer uma frigideira ou ferver água, então sem dúvida que compensa, para quem já tenha boas noções será mais uma questão de passar bem o tempo, num bom ambiente, com boa conversa, a divertir-se a cozinhar do que propriamente aprender algo novo, apesar das pequenas dicas que vamos aprendendo. Links úteis:VaqueiroAssociação Salvador
"Oh não..."
Foi o que eu pensei quando comecei a ver esta série, mais uma série com a fórmula smallville onde vamos acompanhar o crescimento do "herói" ou neste caso da dupla de heróis (arthur e merlin), a isto ainda acresce o problema de ser produzida pela BBC que com a sua postura de somos tão ingleses etão politicamente correctos acabam por quase estragar a coisa.Na minha cabeça a verdadeira história do Rei Arthur e de Merlin pode ser encontrada em "Excalibur" realizado por John Boorman em 1981 (na minha modesta opinião ainda não conseguiram fazer nenhum filme sobre as lendas arthurianas que se chegue aos calcanhares deste filme), e qualquer coisa que não acompanhe esta história parece-me um pouco anti-natura contudo há que manter o espirito aberto e abster-me deste pensamento.A primeira época de Merlin introduz-nos a esta realidade e começa de uma forma muito light, talvez demasiado light, há um certo desprendimento em relação aos personagens e tudo vai por um lado diria que mais cómico, mas as personagens vão-se desenvolvendo e tudo começa a crescer um pouco , contudo a verdadeira diferença consiste na segunda época, de repente em vez de termos um episódio mais sério no meio de outros mais leves começa a ser o contrário. A terceira, até agora só saiu o primeiro episódio, começa de uma forma épica. Concluindo, recomendo esta série para quem gosta de ver um crescimento na história, nada é imediato, há um ritmo que é respeitado e que as vezes nos surpreende. Contudo pensem que é uma série muito politicamente correcta (toda a personagem de Guinevere é um hino ao politicamente correcto nada comum naquela época) e as vezes sofre um pouco por causa disso.


Esta é daquelas séries que nos faz questionar a inteligência das pessoas que tomaram a infeliz decisão de a cancelar, depois reparamos que são os senhores da NBC e pensamos "ok... está tudo explicado". Tenho de admitir que à partida o tema de uma monarquia nos tempos actuais me atrai (até por crenças pessoas, mas isto é outra conversa) especialmente quando aliada a motivos religiosos bem estruturados e pensados.Segundo Michael Green, o criador da série, foram reunidos escritores de vários credos (ateístas, judeus, muçulmanos, cristãos) de forma a pegar na história do rei David e transforma-la livremente de forma a contar a história da queda de um rei e a ascensão de outro.A história narrada diz-nos que Silas, escolhido por uma entidade divina, consegue formar o Reino Unido de Gilboa (unindo Gilboa, Carmel e Selah [já agora os nomes Carmel e Selah não são por acaso vejam na wikipedia]) cerca de 20 anos antes dos acontecimentos actuais da série.Depois de 20 anos de consolidação e expansão económica o Reino de Gilboa vê se envolvido numa guerra com a República de Gath, e num dos campos de batalha David Shepherd enfrenta e destrói sozinho um dos tanques (classe Goliath) de modo a salvar um soldado que tinha sido capturado. Esse soldado era o Príncipe Jack Benjamin, isto faz com que o Rei Silas adopte David como alguém de confiança e tudo se desenrola a partir daqui.É dificil não me entusiasmar e escrever demasiado sobre a história, é daquelas séries que vale a pena descobrir, apreciar os pequenos pormenores e ficarmos cheios de pena porque só existem 13 episódios, não havendo tempo suficiente para desenvolver todo o potencial até das personagens mais secundárias. Pessoalmente acho que é uma série extremamente cativante, e fiquei com a sensação que os actores envolvidos também pensavam o mesmo pela entrega que se vê no écran, muitas vezes o actor deixa de ser actor e passa a ser o rei, a rainha, a princesa, o príncipe, o herói, o vilão (e depressa começamos a ver vilões onde menos esperamos...), etc...
Em suma, não se deve perder esta série, que actualmente anda a passar na Fox:Next (canal 63 da meo), mas estou a considerar comprar a boxset da série completa (e aditivada com os extras de cenas cortadas e afins), sendo que um dos únicos problemas com isto o facto de só existir na região 1, coisa que espero que rapidamente se consiga superar.No total dou-lhe um 4,5 em 5, só não obtem o 5 por causa do gosto amargo que nos deixa no fim da série quando nos deixa tanta coisa por responder e cheios de vontade de descobrir mais , mas não há mais episódios, não há livros, nem sequer um blog que nos diga mais nada. Mas se é assim tão boa porque é que a série foi cancelada? A principal razão foi a falta de audiências, mas para mim esta consegue-se explicar através dos "génios" da NBC que resolveram por a série a dar aos sábados à noite sem fazerem publicidade, curiosamente quando chegou ao itunes foi um êxito de tal forma que ocupou instantaneamente o 1º lugar de vendas de séries.Muito obrigado executivos da NBC, por terem cancelado uma das séries mais brilhantes que tive o prazer de ver. A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
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