Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Foi desta.

Para quem não tem estado atento ao que se passa vou tentar fazer um resumo por pontos:
 
1) Sócrates faz um exercício de "forma" com o PEC IV - foi aqui que ficámos a saber que a diferença entre uma democracia e uma ditadura é apenas a forma como se fazem as coisas;
 
2) Geração à rasca manifesta-se - e ficamos a saber que afinal não é apenas uma geração, e começa o povo todo a pedir a queda do governo;

 

3) Oposição faz saber que não vai aprovar o PEC IV - foi o momento em que ficámos a saber que em Portugal afinal existem uns tipos que se intitulam de oposição;
 
4) Sócrates adivinha a crise política - aaaah a sério??? mas será que no mundo dele ainda não se vivia uma crise política???;
 
5) A pensar no país Sócrates pensa que afinal é melhor não levar o PEC IV a votação, mas depois descobre que afinal tem mesmo de levar - pois é ter Bruxelas a governar em vez dele é lixado e eles não estão para conversas com a tal coisa de oposição;
 
6) Sócrates é mais uma vez o secretário-geral do PS - Será que foi obrigado?;
 
7) Todos sofrem por antecipação - uns porque o governo ainda não caiu e outros porque o governo está quase a cair;
 
8) Passos Coelho esfregas as mãos de contente - é preciso ter calma, não dar o corpo pela alma (Abrunhosa dixit);
 
9) PEC IV é chumbado no parlamento - há coisas fantásticas não há???;
 
10) Sócrates demite-se - e o povo rejubila e Passos Coelho finalmente fica todo contentinho da vida. 
 
Bom na realidade nem sei bem porque é que o povo rejubila, Sócrates caiu é certo, contudo, a situação económica esta noite é exactamente igual à que era de manhã, com a agravante dos números de confiança descerem a pique com a queda de um governo e na realidade ficarmos agora com um governo provisório que vai fazer toda a rotina de saída (muitas nomeações para os próximos meses) até às próximas eleições (pelo menos). 
 
Para já a minha previsão para as próximas eleições é que o PSD ganha a luta ao PS (sem maioririas), e uma subida acentuada do CDS-PP, BE e PC. Ao que se deve seguir um governo de coligação PSD/CDS-PP, conjuntamente com o outro grande partido que é o FMI. Mas como isto não passa de uma previsão a ver vamos, a única coisa que gostaria de pedir é que marcassem as eleições rapidamente para ver se despachamos isto e se o novo executivo (seja ele qual for) começa a apresentar trabalho muito depressa.
Outro dado muito interessante para as próximas eleições vai ser a abstenção, a ver se de facto uma geração que não costuma votar por total desinteresse dá sinais de vida activa política. Espero bem que sim!

 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 23:57
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