Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Desejos para 2012: ATÉ OS COMEMOS!

Numa simples palavra Atitude! Roubado indecentemente da C.!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:15
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2011

Ao escrever isto tenho uma sensação que não sei explicar muito bem... Ao mesmo tempo que me parece que 2011 passou a correr, também me parece que 2010 foi à muito, muito, tempo. Parece que tudo está igual e ao mesmo tempo que tudo mudou. Não sei muito bem o que pensar de tudo isto. Se calhar o melhor é dividir por partes. 

1. Primeiro há que recordar as pessoas que já não estão cá connosco, e 2011 isso aconteceu-me duas vezes. Desta vez ninguém da família directa, apesar de eu considerar o António como tal, ambas com o choque da partida, e no caso da Débora o acrescido de ter sido completamente inesperada, especialmente pela idade que ela tinha. "Death & Taxes..."

2. Pegando nos impostos, 2011 foi um ano de crise! Pode até ser um cliché, mas é verdade. Aqui não estou só a falar da crise pela qual veio cá a Troika, mas também. Acho que a crise é sobretudo de políticas, políticos, valores, ideias, que depois resultam no aproveitamento de quem sabe fazer dinheiro sem pensar no que está a sacrificar. É preciso dar um murro na mesa e andar para a frente!

3. Curiosamente acho que isto já está a acontecer, uma nova geração começa a assumir rédeas, começa a assumir que fazemos coisas boas, que gosta de si, do seu país, e que apesar de tudo o que é anunciado há força para avançar!

4. Foi um ano de crescimento. Muita coisa contribuiu para isto, desde presenças assíduas na minha vida deixarem de estar tão presentes, a viagens com bastante introspecção, ao início dessa outra viagem que é o kung fu, conhecer alguém que gostei muito durante uns meses e que entretanto já se afastou da minha vida, pessoas que foram ficando e que assumem um papel importante para mim, pessoas que conheci durante este ano que são simplesmente fantásticas. Tudo isto foi bom, mesmo as separações, porque aprendi que não posso ser eu a querer agarrar as pessoas, não posso ser eu a dar o primeiro passo sempre, não posso ser eu a dar os passos todos, mesmo que os outros não entendam isso.

5. Aliás... aprendi que tenho de pensar um pouco mais em mim e no que eu preciso. Como aprendi à maneira dura no meio de uma luta durante os treinos sou "demasiado simpático".

6. Ainda na embalagem do kung fu, torna-se difícil dizer o quão importante isto se tornou para mim em tão pouco tempo, apenas posso dizer que estava mesmo a precisar disto e cada vez mais sinto que é um caminho a seguir.

7. Este foi um ano de muita música, muitos eventos, muitos concertos, muitos festivais, como se viu aqui no blog, e isso é algo que fazia falta na minha vida.

8. Falando do blog, cada vez mais isto se está a assumir como um projecto pessoal com uma colaboração ou outra. E isto não é bom, nem mau, é apenas o que é.

9. Curiosamente os resultados disto são bons, comemorou-se o primeiro ano de existência, instalou-se um contador que me dá uma ideia do tráfego aqui no blog e os números são animadores, vários destaques e recortes da sapo (são mesmo pessoal impecável apesar de demorarem a responder aos mails de ajuda...).

10. Para finalizar se há uma coisa boa que 2011 me trouxe foram muitos projectos pessoais, alguns deles que passam aqui pelo blog, quase todos eles a precisar de trabalho intenso, mas é tão bom acabar o ano com perspectivas novas, ideias novas!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 11:37
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Habemus Papam

Delicioso! 

A palavra que melhor descreve este filme é mesmo esta.

A primeira vez que vi o trailer pensei que poderia ser engraçado, tal como costumo achar todos os filmes do Nanni Moretti, mas graças à circunstância de ter visto o trailer de seguida umas 20 vezes (no mínimo) enquanto esperava para entrar na sala de cinema, às tantas já estava sem paciência e nenhuma vontade de ver o filme em si. Mas o passar do tempo tem destas coisas. E ontem graças a outra circunstância acabei mesmo na sala de cinema a ver o Habemus Papam.

Quando se vê o trailer e o poster do filme pensamos que é um filme sobre religião, e provavelmente há que o veja dessa forma, mas ver o filme nessa óptica acaba por ser um pouco redutor, há tanto desenvolvimento pessoal, tanta descoberta do eu, há o confrontar do quem nós somos, da satisfação ou não de chegar-mos a um marco no nosso percurso, há o lidar mal com isso, há apenas o lidar com isso... Enfim tantas questões com que nós somos confrontados na nossa vida "comum". Nanni Moretti mostra-nos o caso de um homem simples que chega a um marco extraordinário no seu percurso e ao chegar lá é confrontado com todas estas questões, de uma forma violentíssima, com uma pressão gigantesca. E o que é fascinante é que ele faz tudo isto enquanto estamos completamente ligados empaticamente a personagens cuja vida tem pouco ou nada a ver com a nossa, faz tudo isto enquanto nós ri-mos, sorrimos, desesperamos com um grupo de personagens eximiamente explorados. 

Tudo em Habemus Papam é ridiculamente simples, tal como é apanágio de Moretti, não há explosões, truques de câmara, efeitos especiais, nada... apenas uma excelente história, excelentes actores, aquela música que faz sentido naquela cena, naquele momento, aqueles pequenos pormenores e detalhes que fazem do filme aquilo que ele é... 

... Delicioso!

P.S.: Depois de ter partilhado a música não resisto a por aqui esta cena retirada directamente do filme. Cardeais a fazer biodanza! Indecentemente roubado a um golfinho fantasma!
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:15
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Drive

Nas bilheteiras deu-se o filme do costume:

"o que é que vamos ver?"

"este parece bom, aquele também"

"ah este tem o Ryan Gosling"

E lá ficou resolvida a questão, a sério que não percebo a fixação por este actor. Parece-me que isto é por modas, ainda há bem pouco tempo não havia um filme que não tivesse o Christian Bale, agora é o Ryan Gosling. 

Um bocadinho a deixar-me ir na onda lá fui para a sala de cinema... 

O que eu não me lembrei na altura (só me lembrei depois de ver o filme) é que eu já tinha visto imagens do filme, e tinha achado que poderia ser interessante. O que não me lembrei na altura (só me lembrei depois de ver o filme) é que este foi o filme que encerrou o Lisboa & Estoril film festival! 

Os primeiros 20 minutos de filme (mais coisa menos coisa) estão lá para estabelecer o ambiente, mostrar os personagens, deixar que a sua história se misture, ou seja a parte em que os elementos masculinos do público quase que adormecem, até porque o personagem do Ryan Gosling não é assim tão interessante quanto isso, é apenas um tipo que sabe (e muito bem) conduzir carros e sendo ele a personagem central do filme... E as mulheres ficam todas satisfeitas a olhar para o écran enquanto ele é "querido" e "fofinho". 

De repente tudo muda! O ritmo do filme aumenta e tudo fica muito, mas mesmo muito mais interessante. Até conseguem aquele milagre da personagem do Gosling passar de "pseudo-cool" para "really cool"!

Por tradição deixo aqui o trailer, apesar de recomendar a sua não visualização, vale a pena ir para a sala sem muita informação sobre o que vai acontecer.

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 13:11
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Felicidade em tempo de crise (2)

Um video dois pensamentos:

É interessante olhar para os números desta forma.

Era bom que toda a publicidades fosse assim tão positiva!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 12:30
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

O Natal já foi...

...e ao mesmo tempo, este ano, nem parece que tenha sido. Estas coisas da distância e da crise instalada dão toda uma apreciação renovada a quem inventou a internet e o skype. 

Aparentemente regredindo na tecnologia, este ano participei no Polar Post Crossing. Sim, eu enviei um postal à Aninhas que chegou a tempo e horas e tudo! (deve ter sido milagre de Natal!) E em cima de tudo isto recebi um belo postal da Annie com uns m&m's de chocolate! Resumindo foi uma experiencia engraçada que espero que se repita para ano!

Entretanto graças ao Blog de Leste tive mais uma prova que a música Portuguesa dá cartas por todo o lado, e às vezes nem sabemos disso... 

E assim se encerra o capítulo Natal, pelo menos pela minha parte. :P
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 16:37
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

O Fotografo de Knitwear volta a atacar!

Como se pode comprovar na Pionga! 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 21:43
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Conversas interessantes que aprende através de uma conversa de MSN (sim eu ainda uso!)

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Obrigado Catarina!
publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 09:36
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Dá-lhe Olivier!

Isto a confirmar-se seria extremamente bem feito! 

Nunca vi um organismo público a ser tão amado e odiado ao mesmo tempo, mas a ASAE tem aquele "je ne sais quois", aquela capacidade de fazer coisas fantásticas e brilhantes, como logo a seguir (na realidade é o tempo todo) ter uma atitude de superioridade e desprezo pelas pessoas que faz com que todos queiram manda-los dar um curva (para dizer o mínimo). 

Portanto acho muito bem que haja alguém que esteja disposto a responsabilizá-los, na realidade deveriam ser todos os que tem razão de queixa (e há muita gente nessa situação) mas como de costume ninguém se mexe contra a autoridade instalada. De reparar que não estou a falar em motins, ou desobedecer ao que as autoridades dizem, estou a falar em responsabilizar uma autoridade, algo que devia ser trivial mas que não é, pelo menos nesta parte do mundo. Por exemplo neste caso, houve prejuízos causados pelas acções infundadas da ASAE? Se o tribunal decidir que sim então que os façam pagar por eles! Nada mais justo! O único problema é que tendo em conta que estamos em Portugal um processo desta natureza... Enfim, provavelmente serão os tetranetos do Olivier a receber o valor da possível indemnização, o mais certo é que seja em z0rgs, a moeda instituída pela raça extraterrestre que vai governar a terra por essa altura (depois de se terem livrado da classe política mundial). 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 17:31
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Orphée na Culturgest

É sempre complicado começar a escrever... Especialmente quando há tanta coisa que quero dizer, portanto se calhar o melhor é começar pelo princípio. Uma conversa, uma simples conversa enquanto se toma um chá e/ou umas cervejas. Um espectáculo que iria acontecer surge nela e de repente os planos para este Domingo ficaram traçados. Orpheu na Culturgest seria um espectáculo de dança com um forte componente audiovisual. 

Ora bem, eu já estava a pensar que iria assistir a algo muito bom, contudo nada me preparou para o que eu assisti. Tenho de ter calma para não deixar que os meus pensamentos se atropelem uns aos outros...

Primeiro foi todo o ritual de entrar na sala, o Grande Auditório da Culturgest, solene, simpático, confortável, tudo certo, e mais importante que tudo isto, completamente cheio. No meio público imensas crianças acompanhadas pelos respectivos pais (o que me deixou com uma sensação de esperança pelas próximas gerações) num claro sinal que vale a pena fazer este tipo de espectáculos às 17 horas. 

As luzes da sala apagaram-se gradualmente... 

E a partir dai UAU! 

A música começa a encher a sala, os bailarinos a ocupar o palco com uma mistura de dança clássica, hip hop, e provavelmente outras que eu não soube identificar, mas que foram executadas brilhantemente. Então mas se eu aparentemente não percebo nada de dança (e não percebo) como é que sei que foram executadas brilhantemente? 

Porque todos os corpos ali comunicavam connosco, diziam exactamente o que tinha a dizer como tinha de dizer através dos seus movimentos e acima de tudo... era tudo simplesmente bonito. Como dizia o D. no final "eles faziam stopmotion com o corpo" e melhor que isso... Eles faziam o stopmotion de uma forma fluida.

Ainda por cima haviam bailarinos que cantavam e dançavam o que deixa aquele sentido de injustiça poética misturado com uma pontinha de inveja...

Os vídeos projectados... Houve várias fases. Uma primeira na onda quase cinematográfica, em que começa a contar a história, e que de repente começa a ir para coisas mais... como diz o texto da Culturgest Dadaísta, o que provocou alguns risos iniciais da criançada (é o que dá ver cavalos sentados em bancos de jardim). O que tem mais piada é a interacção dos diferentes personagens com o que vai sendo projectado, ou então a interacção entre vídeo/bailarinos/sombra dos bailarinos. Tudo foi meticulosamente estudado e está lá/acontece porque tem de estar/acontecer. 

No geral foi um excelente espectáculo cuja única falha foi não ter tradução das poucas falas em francês que existiam. Como não dava para tirar fotos durante (a politica do costume nestas coisas) consegui encontrar este vídeo no youtube, um trailer do espectáculo que dá uma excelente noção do que se passa durante o mesmo. 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:18
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