Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Orphée na Culturgest

É sempre complicado começar a escrever... Especialmente quando há tanta coisa que quero dizer, portanto se calhar o melhor é começar pelo princípio. Uma conversa, uma simples conversa enquanto se toma um chá e/ou umas cervejas. Um espectáculo que iria acontecer surge nela e de repente os planos para este Domingo ficaram traçados. Orpheu na Culturgest seria um espectáculo de dança com um forte componente audiovisual. 

Ora bem, eu já estava a pensar que iria assistir a algo muito bom, contudo nada me preparou para o que eu assisti. Tenho de ter calma para não deixar que os meus pensamentos se atropelem uns aos outros...

Primeiro foi todo o ritual de entrar na sala, o Grande Auditório da Culturgest, solene, simpático, confortável, tudo certo, e mais importante que tudo isto, completamente cheio. No meio público imensas crianças acompanhadas pelos respectivos pais (o que me deixou com uma sensação de esperança pelas próximas gerações) num claro sinal que vale a pena fazer este tipo de espectáculos às 17 horas. 

As luzes da sala apagaram-se gradualmente... 

E a partir dai UAU! 

A música começa a encher a sala, os bailarinos a ocupar o palco com uma mistura de dança clássica, hip hop, e provavelmente outras que eu não soube identificar, mas que foram executadas brilhantemente. Então mas se eu aparentemente não percebo nada de dança (e não percebo) como é que sei que foram executadas brilhantemente? 

Porque todos os corpos ali comunicavam connosco, diziam exactamente o que tinha a dizer como tinha de dizer através dos seus movimentos e acima de tudo... era tudo simplesmente bonito. Como dizia o D. no final "eles faziam stopmotion com o corpo" e melhor que isso... Eles faziam o stopmotion de uma forma fluida.

Ainda por cima haviam bailarinos que cantavam e dançavam o que deixa aquele sentido de injustiça poética misturado com uma pontinha de inveja...

Os vídeos projectados... Houve várias fases. Uma primeira na onda quase cinematográfica, em que começa a contar a história, e que de repente começa a ir para coisas mais... como diz o texto da Culturgest Dadaísta, o que provocou alguns risos iniciais da criançada (é o que dá ver cavalos sentados em bancos de jardim). O que tem mais piada é a interacção dos diferentes personagens com o que vai sendo projectado, ou então a interacção entre vídeo/bailarinos/sombra dos bailarinos. Tudo foi meticulosamente estudado e está lá/acontece porque tem de estar/acontecer. 

No geral foi um excelente espectáculo cuja única falha foi não ter tradução das poucas falas em francês que existiam. Como não dava para tirar fotos durante (a politica do costume nestas coisas) consegui encontrar este vídeo no youtube, um trailer do espectáculo que dá uma excelente noção do que se passa durante o mesmo. 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 14:18
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