Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

The Ides of March

Na tarde deste Domingo o cenário numa das entradas do Corte Inglês onde estão afixados os cartazes dos filmes em exibição era (mais coisa menos coisa) este:

- Olha está cá os Idos de Março!

- Sim, mas já me disseram que era bom para ver na televisão.

- Mas preferes outro?

- Epa na minha lista tinha este, este e este. 

- Ah mas os Idos de Março também está na tua lista e tem o Ryan Gosling!

Escusado será dizer que lá fui eu ver os Idos de Março...

A minha falta de entusiasmo para ir ver este filme devia-se única e exclusivamente ao que disseram sobre o mesmo, especialmente tendo em conta que quem me disse adora (tal como eu) este tipo de enredos, porque de resto tudo aqui tinha os ingredientes certos para correr bem.

Filme realizado por George Clooney, que, sem deslumbrar, faz sempre filmes bons. Os actores são excelentes, começando no próprio George Clooney, passando por Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman, Ryan Gosling (sim, ele não é apenas eyecandy feminino, o homem até é bom actor), Evan Rachel Wood, etc... (apesar deste etc ter actores muito bons acabam por não ter um papel assim tão relevante no filme)

Portanto este filme dependia essencialmente do argumento. Ora o argumento não é mau contudo tem um problema gigantesco! E esse problema durou de 1999 até 2006 na forma de uma série de televisão chamada The West Wing (Homens do Presidente cá em Portugal).

Esta é apenas uma das series mais geniais alguma vez feita, especialmente para quem gosta de intriga política e perceber como funcionam os bastidores das campanhas políticas ou os bastidores da governação. Ou seja, esta série acabou por se tornar um problema para todo e qualquer filme de intriga política que dependa do enredo apenas porque impôs uma fasquia demasiado elevada.

Assim sendo, apesar do argumento não ser horrivelmente mau, e a intriga estar construída de uma forma sólida (o que também pode ser explicado no facto do argumento ser baseado numa peça de teatro), acaba por não ser assim nada de fantástico ou de memorável. Tem como ponto positivo, diria mesmo que extremamente positivo porque ele cumpre o papel na perfeição, a evolução da personagem de Ryan Gosling, mas ao contrário do que o público feminino possa pensar só isto não justifica o bilhete de cinema. 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 11:00
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5 comentários:
De Papoila a 6 de Dezembro de 2011 às 22:58
Ai vale vale, passei o filme inteiro a babar-me. :P
De Gonçalo Cardoso Dias a 6 de Dezembro de 2011 às 23:04
LOL
pois passaste, mas isso não fez com que o filme ficasse melhor, pelo menos no meu ponto de vista! :P
De Diogo Curado a 12 de Dezembro de 2011 às 13:16
Told ya'
De Gonçalo Cardoso Dias a 12 de Dezembro de 2011 às 15:10
Yah... Eu sei, mas o que posso eu fazer quando tenho alguém ao meu lado completamente babada a olhar para o cartaz e a dizer num estilo meio zombie-like "Ryan Gosling"?
De Diogo Curado a 12 de Dezembro de 2011 às 15:17
Curioso, acho que foi mais ou menos isso o que me aconteceu :p

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