Sábado, 5 de Novembro de 2011

Cordeiro - O Evangelho segundo Biff

 Imagem retirada directamente daqui!(onde convenientemente até podem comprar o livro [isto se o quiserem em português] e tudo.)

 

A melhor coisa que posso dizer sobre este livro é que fiz uma coisa raríssima em mim, li-o e reli-o!

A primeira vez que o vi andava eu sozinho pelo Japão e foi a companhia ideal de viagem, ainda hoje devem haver japoneses que se lembram de um ocidental rechonchudo que ia no comboio com o seu tablet a rir ao ponto de ir às lágrimas (ou então apenas viram isso como mais uma desgraça ocidental e seguiram o seu caminho). 

Lembro-me que na altura para além do factor humorístico do livro, fiquei com duas sensações distintas. A primeira foi que tinha acabado de aprender bastante sobre outras religiões que não a católica e a segunda que era um livro essencialmente sobre amor e carinho.

Sobre a primeira sensação tenho de fazer um aviso, não se procure neste livro exactidão histórica, não é sobre isso, é um romance portanto há coisas que apesar de serem uma hipótese às vezes são alteradas de modo a dar mais jeito à história, mas faz tanto sentido e fica tão bem que rapidamente perdoamos o autor, e focamo-nos no essencial a mensagem (como aliás se deveria fazer com outros livros um pouco mais... bíblicos[?]... vou apenas dizer livros são levados muito a sério).

Depois de o ler não voltei a pegar nele, mas muitas vezes lembrava-me de uma passagem ou de outra um mais cómicas. 

Até que...


Bom este ano tenho sido confrontado em várias frentes sobre religião. Seja através de filmes que vejo, seja através de outras actividades que pratico, seja apenas por acontecimentos fora do meu controlo. A religião persegue-me e eu não estou propriamente a fugir.  

Seja como for, dei por mim a reler este livro. Não sei bem o que procurava nele, se calhar procurava os vários pedaços das várias religiões que vão sendo exploradas no texto, e perceber que no fundo todas elas, na sua base, não são assim tão diferentes umas das outras, apenas muda o olhar; se calhar procurava uma humanização dessa figura que é Cristo; se calhar procurava tudo isto e um pouco mais. 

Pensado bem sobre a minha educação predominantemente cristã parece-me reconfortante considerar que Jesus Cristo mesmo tendo o seu lado divino, afinal também seria uma pessoa como todas as outras e teria um "melhor amigo" com quem iria partilhar com ele todas as coisas que só se conseguem partilhar com os "melhores amigos". 

Já agora uma pequena nota para a capa portuguesa, não sei quem a fez, mas esteve inspirado, bastante mais até que o autor da capa original, que pode ser encontrada aqui a um preço bastante melhor se o inglês  não for problema!

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 10:34
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