Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Odeio arranjar títulos para coisas que pura e simplesmente me apetece escrever! 1.0

Grande parte do que se passa na nossa vida é marcado por violência, por exemplo um nascimento não deixa de ser um momento lindo, contudo é de uma violência esgotante para a mãe (pelo esforço) e para o bebé (por estar num sitio seguro e confortável e de repente é lançado cá para fora... para as féras). Depois disso tratam de nós, e o efeito violento torna-se a sentir quando começamos a crescer, tudo se começa a desenvolver, especialmente a nossa consciência e começamos a interagir com o mundo. Claro que interagir com o mundo não é algo simples e fácil, batemos contra coisas, percebemos da pior forma o que é a lei da gravidade, na sua maioria dos casos magoamo-nos bastante e vamos aprendendo. Apesar das dores físicas, esta acaba por ser o tipo de violência com o qual é (normalmente) mais simples de lidar. 

Para complicar as coisas um pouco a coisa não para ai. Não! Só começa ai. Descobrimos a amizade, o amor, a ilusão, todas essas coisas boas que não deixam ser violentas, mas também conhecemos a decepção, o não sermos correspondidos, a desilusão, todas essas coisas menos boas que enfim. E único método que temos para apender tudo isso é o mesmo que tinhamos anos, experimentando, batendo contra as paredes, magoando-nos. 

Agora vem a parte engraçada que é como lidamos com isto. Até hoje acho que isto se pode dividir em dois extremos (existindo como é óbvio toda a panóplia de possibilidades entre eles), o extremo que cedo ao medo de nos magoarmos e portanto criar todo o tipo de barreiras e distâncias e o extremo que abraça essa dor chegando mesmo a procurá-la. Seja como for eventualmente todos nos magoamos e tiramos dai um ensinamento, a questão é o que fazemos com ele, especialmente quando não gostamos da lição? Fazemos como o Peter Pan e recusamo-nos a crescer? Ou tentamos imbuir esse conhecimento em nós, especialmente quando não gostamos da pessoa que nos vamos tornar com ele? 

É que há muito que se lhe diga ao viver numa doce ilusão, especialmente quando sabemos que não é real.

Eu tenho tendência a esperar sempre o melhor das pessoas. Sei que não é assim que acontece até porque sou confrotado com provas disso bastantes vezes, contudo como seria o mundo se todos esperasse-mos e nos comportássemos sempre no nosso melhor? Portanto será que eu devia imbuir este ensinamento em mim ou continuar a acreditar nas pessoas e no seu potêncial? Por enquanto vou acreditando, mas caramba, às vezes é dificil. 

publicado por Gonçalo Cardoso Dias às 09:33
link do post | comentar | favorito
|

.Olha nós!

.pesquisar

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.Os últimos quacks!

. Um ano

. Este não é um post.

. Resoluções para 2012

. Desejos para 2012: ATÉ OS...

. 2011

. Habemus Papam

. Drive

. Isto a malta não coopera....

. Música do dia

. Felicidade em tempo de cr...

.quacks arquivados

. Dezembro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

.tags

. todas as tags

.subscrever feeds